Cultura

Carnaval do Rio: datas, como funciona e como vivê-lo

Do rugido dos tambores da Sapucaí às festas de rua da madrugada que quase nenhum turista encontra, eis como o Carnaval do Rio funciona de verdade, de onde veio e como se lançar na maior festa do planeta.

Uma escola de samba desce pela pista do Sambódromo à noite, com imponentes fantasias de plumas iluminadas pelos refletores.

Há um momento, em algum ponto da segunda hora dentro do Sambódromo, em que o seu corpo deixa de ser seu. Os tambores da bateria batem com uma muralha de som tão física que reorganiza a sua caixa torácica, dez mil desconhecidos cantam o mesmo refrão que só aprenderam há três semanas, e um carro de vinte metros em forma de fênix em chamas passa perto o bastante para você sentir o calor.

Isso é o Carnaval do Rio: não um desfile que se assiste, mas uma maré que te arrasta. E eis o segredo que a maioria dos visitantes nunca capta: o espetáculo no estádio é só metade da história. A outra metade acontece às sete da manhã, numa rua lateral de Botafogo, onde algumas centenas de pessoas cobertas de glitter dançam ao som de uma banda de metais antes de o calor chegar.

Já guiei viajantes pela semana mais desvairada desta cidade mais vezes do que consigo contar, e a pergunta que mais escuto é simplesmente: como é que funciona de verdade? Então deixa eu te explicar do jeito que explicaria a um amigo: a história, a engrenagem, a etiqueta e exatamente onde se posicionar quando a mágica acontece.

Quando é o Carnaval do Rio? As datas que mudam todo ano

A primeira coisa que confunde as pessoas: o Carnaval não tem data fixa. É uma festa móvel, presa ao calendário litúrgico e não ao comum. O Carnaval é a barulhenta despedida dos excessos logo antes da Quaresma, o período de quarenta dias de jejum que os católicos observam a caminho da Páscoa. E como a própria Páscoa se move, o Carnaval também.

O calendário oficial vai da sexta-feira anterior à Quarta-feira de Cinzas até a manhã da Quarta-feira de Cinzas, com o clímax nas noites de domingo e segunda. O grande final, o Desfile das Campeãs, acontece no sábado seguinte e, sinceramente, é uma das dicas mais bem guardadas da cidade, mas falaremos disso mais adiante.

Na prática, costuma cair em fevereiro ou início de março. O ideal é conferir o ano em que você viaja e reservar tudo — voos, camas, ingressos para o desfile — com meses de antecedência, porque o Rio enche feito banheira.

Dica de quem é da casa

A cidade não se desliga no instante em que o Carnaval "termina". Muitos blocos de rua saem dois ou três fins de semana antes das datas oficiais e alguns retardatários depois. Se você quer a energia sem o pico absoluto de multidões e preços, mire no fim de semana pré-Carnaval: os locais chamam isso de aquecimento, e é gloriosamente vazio em comparação.

A história por trás: do entrudo português à maior festa do mundo

O Carnaval não chegou ao Rio já pronto e emplumado. Sua raiz mais antiga é uma turbulenta tradição portuguesa chamada entrudo, trazida em tempos coloniais: uma bagunça pré-quaresmal em que as pessoas se ensopavam mutuamente com água, farinha e coisas piores. Era caótica, muitas vezes genuinamente perigosa, e as autoridades passaram décadas tentando proibi-la. Mas o impulso por trás dela — uma última explosão coletiva antes da austeridade da Quaresma — nunca morreu. Apenas evoluiu.

[[IMG:3]]

Ao longo do século XIX, aquela energia bruta de rua se misturou a duas outras correntes: os elegantes bailes de máscaras da elite europeia e, sobretudo, a música e o ritmo trazidos pelas comunidades afro-brasileiras, muitas descendentes de africanos escravizados. Nos bairros operários e nas comunidades dos morros do Rio, um novo som estava sendo forjado — o samba — e, com ele, uma nova forma de celebrar.

O verdadeiro ponto de virada veio no fim da década de 1920. Em 1928, um grupo do bairro do Estácio fundou o que é amplamente considerado a primeira escola de samba: a Deixa Falar. A ideia pegou fogo. Logo vieram os gigantes que ainda desfilam hoje — Mangueira e Portela entre os mais antigos e lendários.

Não eram escolas no sentido acadêmico; o nome pegou em parte porque o grupo original ensaiava perto de uma escola de formação de professores. Eram — e continuam sendo — instituições comunitárias, orgulho de bairro feito carne, tocadas o ano inteiro por milhares de voluntários e membros.

O Carnaval é a única semana do ano em que a cidade inteira concorda em sonhar o mesmo sonho em voz alta.

O que começou como procissões informais de bairro cresceu até virar o desfile organizado e ferozmente competitivo que conhecemos hoje. As escolas de samba transformaram a celebração numa forma de arte com regras, jurados e apostas altas o bastante para partir corações. Para o pano de fundo cultural mais profundo — e por que o Rio é do jeito que é no resto do ano — o nosso guia sobre o que fazer no Rio de Janeiro é uma boa leitura complementar.

Os dois Carnavais: o Sambódromo versus as ruas

Essa é a coisa mais útil de entender antes de chegar. O Carnaval do Rio corre em duas vias paralelas, e muitos de primeira viagem não percebem que são eventos distintos, com climas completamente diferentes.

1. Os desfiles do Sambódromo (a competição)

Este é o espetáculo com ingresso, televisionado e mundialmente famoso: as escolas de samba de elite competindo pelo campeonato. É organizado, ferozmente ensaiado e de tirar o fôlego. Você compra um assento (ou um lugar nos setores em pé, ou um camarote chamado frisa ou camarote) e assiste às melhores escolas desfilarem uma após a outra noite adentro. Pense nele como a final da Copa do Mundo do samba.

[[IMG:1]]

2. Os blocos de rua (as festas de rua)

Este é o lado gratuito, anárquico e alegremente democrático do Carnaval. Os blocos são bandas de rua que reúnem uma multidão e se movem (ou às vezes ficam parados) por um bairro, tocando samba, marchinhas e clássicos de banda de metais. Há centenas deles pela cidade, de pequenos encontros de cinquenta amigos a blocos monstruosos que atraem centenas de milhares. Não custam nada, não exigem ingresso e são onde a maioria dos cariocas — o povo do Rio — de fato passa o seu Carnaval.

[[IMG:2]]

Meu conselho sincero? Faça os dois. O Sambódromo para ficar de queixo caído; os blocos para sentir o Carnaval nos próprios pés. São duas metades de um mesmo coração.

Dica de quem é da casa

Se você só tem energia para uma noite no Sambódromo, as escolas que desfilam nas noites de competição principal (domingo e segunda) são a primeira divisão: o espetáculo atinge seu ápice então. Mas o Desfile das Campeãs no sábado seguinte traz de volta apenas as escolas vencedoras, as multidões são mais ralas, os ingressos são mais fáceis e você vê as melhores apresentações já lapidadas. É a escolha do conhecedor.

Como um desfile do Sambódromo é julgado: a anatomia de uma escola de samba

Assim que você entende o que os jurados estão avaliando, o desfile se transforma de um borrão de cor numa competição eletrizante e legível. Cada escola recebe uma janela de tempo rígida para derramar todo o seu ser pela pista, e uma banca a avalia em várias categorias. Eis as peças para observar.

O enredo e o samba-enredo

Toda escola constrói o seu desfile em torno de um único tema — o enredo. Pode ser um pedaço da história do Brasil, uma homenagem a um artista, uma lenda indígena ou uma questão social candente. O tema é expresso através do samba-enredo, a canção original da escola para o ano, composta e escolhida com meses de antecedência. Na noite do Carnaval, cada membro — e boa parte do público — sabe de cor. Aprenda o refrão de antemão e você se sentirá dez vezes mais parte de tudo.

A bateria

A seção de percussão, a bateria, pode reunir centenas de ritmistas — surdos, tamborins, repiniques, agogôs — todos travados num único groove colossal conduzido por um mestre. Quando a bateria passa pelo seu assento, você não a ouve, você a veste. É, para o meu gosto, o som mais fisicamente avassalador da música popular.

[[IMG:5]]

As alas e as fantasias

Uma escola desfila em alas — grupos temáticos, cada um com uma fantasia combinando que conta parte da história. Uma única escola pode colocar milhares de desfilantes espalhados por dezenas de alas. Entremeadas a eles estão as estrelas: os passistas (os deslumbrantes dançarinos solistas), a porta-bandeira e o mestre-sala (a porta-estandarte e seu elegante par, cujo gracioso dueto é uma categoria julgada à parte) e os destaques (figuras de exibição com as fantasias mais extravagantes de todas).

[[IMG:11]]

Os carros alegóricos

Os carros alegóricos são as catedrais ambulantes do Carnaval: enormes esculturas mecanizadas, muitas vezes de vários andares, carregando artistas e dando vida ao tema. São projetados e construídos ao longo de um ano inteiro por um exército de artesãos. Ver um deles fazer a curva para a avenida é puro teatro.

[[IMG:6]]

Os jurados pesam tudo isso — tema, canção, tambores, dança, fantasias, carros, harmonia geral e se a escola respeita o seu tempo. Os pontos são somados, um campeão é coroado, e uma escola que termina em último na primeira divisão pode ser rebaixada, igual a um time de futebol. O que está em jogo é real, e as lágrimas — de alegria e de desgosto — também.

O Sambódromo: a obra-prima de concreto de Niemeyer na Sapucaí

Por décadas, as escolas desfilaram em avenidas comuns da cidade, com arquibancadas provisórias montadas e desmontadas a cada ano. Então, em 1984, o Rio deu ao Carnaval um lar permanente. O Sambódromo — oficialmente a Passarela Professor Darcy Ribeiro, mas conhecido por todos pela avenida onde fica, o Marquês de Sapucaí — foi projetado pelo lendário arquiteto modernista brasileiro Oscar Niemeyer, o mesmo visionário por trás da capital, Brasília.

[[IMG:4]]

É uma ideia surpreendentemente simples e brilhante: uma longa avenida de desfile ladeada por arquibancadas escalonadas de concreto, de modo que o público sempre tenha onde sentar e as escolas sempre tenham o seu palco. Os cariocas chamam toda a experiência simplesmente de "a Sapucaí", e desfilar ali é o sonho de uma vida para as dezenas de milhares que o fazem. Você sabia? Fora do Carnaval, o Sambódromo não fica ocioso: suas arquibancadas são usadas para shows, eventos, e ele até cumpre funções cívicas no resto do ano.

Dica de quem é da casa

Os setores perto do meio da avenida (os de número mais alto, ao redor do centro) tendem a pegar as escolas com a energia plena e já aquecida: a essa altura elas encontraram o ritmo, mas ainda não estão esgotadas. As arquibancadas são as mais atmosféricas e acessíveis; as frisas lá embaixo, no nível da avenida, te deixam perto o bastante para quase tocar as plumas. Leve água, vista algo com que você possa dançar e vá com calma: as noites vão até o nascer do sol.

O que a maioria dos visitantes perde: os blocos da madrugada e a velha guarda

Se você levar um único conselho de um guia local, leve este. Os blocos que os ônibus de turismo conhecem são os gigantes e lotados monstros diurnos: divertidos, mas apinhados. O Carnaval que os locais tesouram acontece nas bordas: os blocos de madrugada que começam às seis ou sete da manhã, quando a luz é dourada, o ar é fresco e a multidão é menor, mais doce e mais apaixonada pela música do que pelo espetáculo.

[[IMG:12]]

Depois há os blocos da velha guarda encharcados de história. O Cordão da Bola Preta, fundado em 1918, está entre os mais antigos ainda em atividade: seus foliões tradicionalmente vestem bolinhas preto e branco e inundam o centro da cidade. Desfilar com a Bola Preta é como entrar numa fotografia viva do passado do Rio. Procure os blocos de bairro menores em Santa Teresa, o boêmio distrito da ladeira, onde as ruas de paralelepípedo e os trilhos do bonde deixam a festa íntima e bonita como um conto de fadas.

[[IMG:7]]

Você sabia? O número de blocos de rua no Rio disparou no início dos anos 2000 e hoje centenas se registram na prefeitura a cada ano: um renascimento popular que, de muitas maneiras, devolveu o Carnaval às suas raízes democráticas, em que qualquer um pode entrar.

[[IMG:9]]

Nos bastidores o ano inteiro: os ensaios e a Cidade do Samba

Eis algo que surpreende todo visitante: o Carnaval não é um evento de uma semana. É um empreendimento do ano inteiro. No instante em que um Carnaval termina, as escolas começam a construir o próximo.

Elas realizam ensaios abertos — os ensaios — em suas sedes comunitárias (as quadras) ao longo de todo o ano, e essas são algumas das noites mais alegres, autênticas e menos turísticas que você pode ter no Rio. Você estará dançando ombro a ombro com os próprios membros da comunidade que vão desfilar em fevereiro. Visitar uma quadra meses antes do Carnaval é, sinceramente, uma das minhas recomendações favoritas.

E depois há a Cidade do Samba — um complexo de galpões gigantes perto do porto onde as principais escolas projetam e constroem seus carros e fantasias. Ao caminhar por ela, você vê a escala assombrosa da operação: soldadores, escultores, costureiras e eletricistas transformando um ano de imaginação em realidade. É aberta a visitantes e oferece um vislumbre do ofício que a maioria das pessoas nunca conecta à noite reluzente.

[[IMG:8]]

Cultura local e etiqueta: como celebrar como um insider respeitoso

O Carnaval é acolhedor até os ossos: desconhecidos vão te puxar para a dança, dividir os petiscos e te ensinar o refrão. Mas há um jeito de pertencer em vez de só boquiabrir, e os cariocas percebem.

  • Vista uma fantasia. Você não precisa de nada elaborado. Uma peruca, glitter nas bochechas, um chapéu bobo, uma boa de plumas de uma barraca de rua: qualquer coisa vale. Aparecer "fantasiado", por mais mínimo que seja, sinaliza que você veio brincar, não só filmar. Os locais respeitam isso enormemente.
  • Aprenda um refrão ou dois. As marchinhas (velhas marchas cômicas de Carnaval) e o samba-enredo do ano são cantados por todo mundo. Até estropiar o português com um sorriso te rende amigos na hora.
  • Cuide do consentimento e do espaço. O Carnaval é paquerador e físico, mas "não" significa não, sempre. A famosa cultura do beijo é real, mas nunca é uma obrigação, e um educado "não, obrigado/obrigada" é totalmente respeitado.
  • Cuide da cidade. Use os banheiros portáteis, jogue suas latas no lixo e seja gentil com os moradores cuja porta está hospedando a festa.
  • Dê gorjeta e apoie os vendedores locais. As pessoas que vendem bebidas geladas e petiscos das caixas térmicas fazem parte da mágica: compre delas.

Dica de quem é da casa

Leve o mínimo possível: um pouco de dinheiro, uma cópia do seu documento em vez do original e o celular numa pochete com zíper ou transversal. Use sapatos fechados dos quais você não goste muito: as ruas ficam cheias e sujas. Mantenha-se hidratado entre as cervejas; o calor de fevereiro não é brincadeira.

Fique seguro, fresco e esperto em meio à multidão

O Carnaval é esmagadoramente alegre, mas também é um evento de multidão enorme numa cidade grande, e um pouco de bom senso ajuda muito. O furto (batedores de carteira) é a principal coisa contra a qual se proteger: mantenha os objetos de valor no mínimo e com zíper, e fique atento nos apertos mais densos.

Beba água, procure sombra e não tente fazer um bloco às 7 da manhã e uma sessão a noite toda no Sambódromo no mesmo dia, a menos que você tenha treinado para isso. Para uma visão calma e prática, veja a nossa opinião sincera sobre se o Brasil é seguro para turistas: vai ajustar as suas expectativas exatamente na medida certa.

Sobre datas e clima de modo mais amplo: o Carnaval cai no coração do verão brasileiro, que é quente, úmido e propenso a temporais dramáticos de fim de tarde. Se você está pesando quando vir ao Brasil, o nosso guia sobre a melhor época para visitar o Brasil expõe os prós e contras estação por estação.

Logística prática: como chegar, como se locomover e acessibilidade

Durante o Carnaval, o centro do Rio e as zonas de desfile viram um labirinto de ruas fechadas e multidões transbordantes, então dirigir é fora de cogitação. O metrô é o seu melhor amigo: costuma operar em horário estendido durante o Carnaval e é a forma mais sensata de chegar ao Sambódromo e às principais áreas de blocos. Conte com caminhar o último trecho em quase todo lugar.

Algumas questões práticas que vale conhecer:

  • Reserve hospedagem cedo e considere ficar em Copacabana, Ipanema, Botafogo ou Flamengo, para bom acesso ao metrô e uma forte cena de blocos por perto.
  • Os ingressos do Sambódromo vêm em vários níveis: arquibancada, frisas, camarotes e setores turísticos. Compre por canais confiáveis com boa antecedência e cuidado com os revendedores de rua.
  • Os blocos são gratuitos, mas os populares ficam extremamente densos: chegue cedo, combine um ponto de encontro com o seu grupo e não conte com sinal de celular no aperto.

Sobre acessibilidade: o Sambódromo de fato inclui áreas de assento acessíveis designadas, e o Carnaval pode absolutamente ser vivido por viajantes com mobilidade reduzida, mas o arranjo certo depende inteiramente das suas necessidades específicas, e os níveis de multidão variam enormemente entre eventos. Nunca fazemos promessas genéricas; tudo é confirmado para cada viajante com antecedência, para que não haja surpresas na noite. Se isso importa para a sua viagem, o nosso trabalho em viagens acessíveis e o nosso guia mais aprofundado sobre uma viagem acessível ao Brasil são o ponto de partida.

O Carnaval combina lindamente com o resto dos ícones do Rio. A maioria dos visitantes o encaixa em alguns dias que também incluem o Cristo Redentor e as praias e mirantes da cidade, muitas vezes por meio dos nossos passeios de um dia no Rio privados. E se o Carnaval é o centro de uma jornada mais longa, veja como ele se encaixa num roteiro de 2 semanas pelo Brasil — ou navegue pelos destinos mais amplos para ideias de aonde ir quando o confete assentar.

Pontos-chave

  • O Carnaval do Rio é uma festa móvel que vai de sexta-feira à Quarta-feira de Cinzas, geralmente em fevereiro ou início de março: reserve tudo com meses de antecedência.
  • Ele corre em duas vias: a competição do Sambódromo com ingresso e os blocos de rua gratuitos. Faça os dois.
  • Os desfiles são julgados pelo tema (enredo), pela canção (samba-enredo), pelos tambores (bateria), pelas fantasias, pela dança e pelos carros: aprenda o que observar.
  • A mágica local mais profunda está nos blocos de madrugada, no histórico Cordão da Bola Preta, nos ensaios do ano inteiro e na Cidade do Samba.
  • Vista uma fantasia, aprenda um refrão, viaje leve e use o metrô: é assim que se vive o Carnaval como um insider.

Então venha com fome disso. Venha pronto para ser um pouco ridículo, para suar e cantar e deixar um desconhecido te rodopiar sob os Arcos da Lapa às duas da manhã. O Carnaval não te pede para ser espectador: pede que você desapareça dentro de algo maior do que você mesmo por alguns dias impossíveis. E quando os tambores finalmente se apagarem na Quarta-feira de Cinzas, você vai entender por que os cariocas já começam a contagem regressiva para o próximo.

[[IMG:10]]

Trip in Brazil

Uma empresa local de viagens pelo Brasil — jornadas acessíveis, roteiros privativos e passeios de um dia no Rio, planejados por uma equipe que vive aqui.

Planeje sua viagem

Quer ajuda para planejar sua viagem ao Brasil?

Conte-nos suas datas e o que é mais importante — incluindo necessidades de acessibilidade — e um planejador local vai moldar tudo em torno de você.